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sábado, 19 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Ooops
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
No olho do ciclone
Na semana anterior já estávamos sabendo da chegada do Ciclone Yasi, mas até então eu não estava preocupada, porque em 2010, tbém estávamos na rota de um ciclone categoria 5 que foi perdendo força e chegou a costa Australiana com um “poder” 2 e não fez muitos estragos.
No domingo 30/01, o ciclone Anthony atingiu Townsville, com categoria 2, causou alguns prejuízos, mas nada sério e foi a partir daí, na segunda-feira ( 31/01), q a ficha começou a cair. O Yasi ainda estava na categoria 4, o tamanho dele era praticamente o do estado de Queensland, ou seja, não teríamos escapatória, já que a linha do olho estava indo diretamente para Cairns, e Mission Beach, a cidade q moro, está a pouco quilômetros de lá.
Na terça-feira (01/02) pela manhã tive uma reunião no trabalho, avisando sobre o ciclone, fomos liberados no final do dia para tomar as providencias. Um dia anterior eu e o Leo (meu namorado) já tínhamos ido ao mercado e estocado comidas em latas, água, velas e lanternas. Os australianos não usam gás de cozinha, o fogão tbém é a base de eletricidade. Ainda na terça-feira a noite, o ciclone já estava mudando de rota, estava descendo e vindo diretamente para Mission Beach. Decidimos então procurar algum conhecido australiano para saber o q deveríamos saber. Fomos até a casa de um colega q joga futebol com o Leo. Ele e a mulher estavam aqui há seis anos atrás, qdo o ciclone categoria 4 Larry atingiu Queensland, ou seja, eles já tinham alguma experiência com isso.
Ele verificou no mapa a região de alagamento e vimos q nossa casa, apesar de estar a poucos metros do mar, estava segura. Eles deram algumas dicas e voltamos para casa.
De terça para quarta dormi 3 horas, passei a madrugada acordada tentando ter notícias. Às 5 horas da manha da quarta-feira (02/01) tive a notícia q o Yasi agora era categoria 5, a linha do olho iria atingir minha cidade e que minha casa estava a uma quadra do limite da região q seria alagada. Decidimos então, enfrentar o Yasi na casa do Tims e da Anne, o casal que havíamos conversado no dia anterior.
Pegamos algumas poucas coisas e levamos junto com a gente. Chegando na casa, a gente percebeu q tinha tomado a decisão certa. O Tims já estava colocando madeiras nas portas de vidro, amarrando objetos e tinha 4 ou 5 diferentes mapas na tela do computador q era atualizado a cada movimento do Yasi. Naquela altura do campeonato não tínhamos muito o que a fazer, a não ser esperar e torcer para dar tudo certo.
No final da tarde já estávamos dentro dele, os ventos ainda eram fracos. A energia acabou e a partir daí começou a noite mais longa da minha vida.
Com um gerador na casa, e a linha de telefone ainda funcionando, conseguíamos ter acesso a cada movimento do Yasi. A primeira parte até a chegada do olho foi mais tranqüila, não menos assustadora. O vento estava vindo na direção das montanhas, o q estava absorvendo o impacto na casa. Os ventos por si só são algo inacreditável, mas o barulho é ainda pior, a casa tremia e a sensação de estar na linha de fogo de algo em que vc não pode fazer absolutamente nada é horrível.
Os ventos perto do olho do ciclone são os mais fortes (300 km), mas conseguimos chegar até ele sem grandes problemas. Já dentro do olho a sensação é q tudo vai ficar bem. Não tem vento algum, o céu fica totalmente estrelado, uma calmaria só. Nesse momento fomos para fora da casa verificar os danos e depois colocar alguns pedaços de madeira nas janelas até então intocáveis. Na saída do olho os ventos seriam do outro lado da casa, onde não havia montanha alguma e a casa seria atingida diretamente.
Feito isso, a primeira rajada de vento quebrou a janela de um dos quartos. O pânico tomou conta. A gente tinha acabado de entrar na pior parte e a situação até então tranqüilo se transformou em um pesadelo sem fim. Os meninos colocaram um pedaço de madeira na janela e depois correram para um quarto pequeno, onde já estavam as mulheres e as crianças. Cinco segundos depois a madeira voou como papel. Nessa altura, estavam todos sentado no chão, com os rostos desesperados e torcendo para que as próximas 3 horas, o tempo q restava de ventos absolutamente assustadores, acabassem.
É impossível explicar a sensação de pavor e medo q estávamos vivendo. A todo o momento ouvíamos um barulho de algo voando e batendo nas paredes da cada, a porta do quarto mexia como se a qualquer momento fosse rachar ao meio. A parede sacudia, o chão tremia, e a pressão nos ouvidos é algo comparável a estar em uma avião, a diferença é que o sopro dos ventos deixam a situação ainda mais terrível.
Todos estavam sentados no chão, tentando manter a calma. O Tims lendo histórias para a filha e o Leo tentando me acalmar, mas os olhos deles me diziam o oposto das palavras. Eu só pensava na minha família. Na minha mãe, na minha irmãzinha e no meu pai. Eu so queria sair daquela situação para abraçá-los, a possibilidade de não vê-los mais estava me deixando desesperada. Sim, eu pensei no pior. Mas foi aí que com o terço na mão eu comecei a rezar e aos poucos e fui me acalmando, eu tenho certeza que teve o dedo de Deus, foi ele que me acalmou e tirou a idéia do pior da minha cabeça.
Após duas horas, ainda com os ventos muito fortes, o Tims decide sair e pegar o radio de pilha. Na confusão anterior, ninguém lembrou de pegar e estávamos sem notícias. Ele saiu pegou o rádio e constatou que as janelas da sala ainda estavam lá e q o objeto voando era a janela da cozinha que havia sido aberta com a força do vento e estava batendo a cada minuto.
Agora já com o rádio, conseguíamos saber qto temos ainda estaríamos na parte 5 do ciclone, e como deveríamos proceder. Aos poucos os ventos foram ficando mais fracos e depois de 4 horas presos no quarto, saímos. O Tims voltou para o computador e constatamos que já estávamos na parte 3 do ciclone. Os ventos agora eram somente fortes.
Acessei a internet mandei notícias para a minha família e para alguns amigos q há essa altura já estavam preocupados. Às cinco horas eu deitei para dormir. Às seis horas da manhã eu já estava em pé, olhei pela janela e vi uma imagem de destruição total. Saí, fui até a varanda e encontrei a Anne, ela estava chorando, me abraçou e eu chorei junto. A destruição é inexplicável. Ás árvores que conseguem permanecer em pé, perdem todas as folhas, casas sem telhados, janelas e portas quebradas, asfaltos retirados com a força do vento, casas totalmente destruídas, fios de eletricidades espalhados em todos os cantos, placas arrebentadas e animais perdidos.
Voltei para casa, depois de algumas horas, já que haviam muitas árvores caídas nas ruas. Chegando lá, vi que minha casinha estava inteirinha, como nós havíamos deixado.
Não quero passar por uma experiência dessa novamente e agradeço muito a Deus por estar aqui relatando o pior dia da minha vida. Mas estou feliz, porque sei q daqui algumas semanas irei ver novamente o sorriso da minha mãe e da minha irmã.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Demorou, mas eu voltei
A Austrália continua a mesma, com os bichos mais estranhos e perigosos do mundo. Até um simples pássaro é perigoso , mas não é qualquer pássaro, é o mais perigoso do MUNDO. Normal por aqui, tão normal que até uma picada de abelha, há dois meses atrás, me deixou nervosa. Nossa, doeu e como doeu, tinha esquecido da dor desse bichinho. Nada que um telefonema para algum conhecido australiano não resolva. “Ei fulano, fui picado por um bicho estranho, parece uma abelha, só que maior, devo correr para o hospital ou de boas”.
Mudança de trabalho, estudo mais freqüente, o inglês melhorando e meu sotaque atrapalhando a evolução mais rápida. O pior não é o sotaque brasileiro, mas o sotaque sul-mato-grossense, mas aos poucos eu vou aprendendo a falar o “R” sem parecer tão “R”.
Estou acompanhando a Copa do Mundo e me surpreendendo com os australianos. Em época de mundial eles mudam mesmo. As propagandas na TV, os cartazes nas ruas, as pessoas nas esquinas. Longe de parecer o Brasil, mas às vezes pra mim é como se fosse, acho que é uma maneira de me sentir mais próxima do meu povo.
Fora o “piti”do senhor Dunga, acho que estamos bem. Por falar nisso, que bafão foi aquele. Estressadinho ele, né? Eu concordo com os que dizem que a mídia manipula as pessoas, principalmente a Rede Globo, que tem um poder enorme, mas vamos falar sério. Essas mesmas pessoas que criticam estão todos os dias com seus televisores ligados na emissora. Pura hipocrisia xingar ou falar mal, mas estar lá assistindo. A imprensa esportiva brasileira é chatinha, adora uma confusão e a Globo é chegada em uma exclusa. Acho lindo o Dunga querer tirar essas tais “prioridades” de uma única emissora, mas né?? Educação é tão interessante. Precisava fazer aquilo?? Parecia que ele queria mostrar que manda na parada. Ele é o técnico na seleção brasileira, não o ditador da Coreia do Norte. Eu admiro muito pessoas educadas, deve ser por isso que repudio atitudes como a dele.
Anyway ... Boa sorte Brasil
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
I'm here
O Ano Novo foi em Cairns... Paradise. Adoro aquela cidade, foi bem divertido, aproveitei para assistir ao tão comentado filme AVATAR 3D, e realmente recomendo. Gastei um “tiquim”no Boxing Day e voltei para a rotina diária.
Perdi um amigo, uma pessoa muito bacana. Mudei de função umas três vezes em um mês. Outra unha caiu, melhorei meu inglês, criei uma conta no twitter e atualizei meu blog.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Green Day... Boooooooom demais!!!
Green Day, em Brisbane, Austrália, no último dia 9.